As reclamações e os clichês: “Sim, é com você, princesa.”

Parece que o mal de reclamar de tudo nas relações é da nossa geração. Parece, mas não é. Vovó já dizia, pragmática: “Homens: ruim com eles, pior sem eles.”

Talvez, essa impressão de que reclamamos mais se deva ao fato de que ‘pensamos alto’ ~nazenternet~ tamborilando nossos teclados ou esfregando os dedinhos nos nossos brinquedos touch screen, destacando em forma de ~humor~ nossas carências, medos e frases padrão desde como ‘não tá fácil para ninguém’, os famigerados comentários de ‘fim de semana em casa, que derrota!’ e a obrigação de estar saindo para ‘caçar’ como se rudimentares fôssemos.

Bem, nós somos, em partes. Quem nunca esteve platonicamente interessado em alguém e após o primeiro (e esperado) beijo, simplesmente: ‘Eca!’ A pessoa tinha escovado os dentes, feito tudo direitinho, mas simplesmente não ‘bateu’?! De repente não foi língua demais, nem de menos, às vezes foi só falta de química. E sim, é possível que seja unilateral, você pode ter detestado e o cara ter feito o ‘clic’ do encaixe perfeito DELE. E o inverso também acontece, e MUITO.

Quantas vezes não achamos sensacional e a criatura some, sem motivo aparente?! Aí arrumamos desculpas: ‘Deve ser casado.’ ‘Um galinha’, ‘Tem medo de se envolver’ (A HA HA HA HA) ‘Imagina, amiga! Você é demais pra ele!’ ‘O problema não é com você.’ Ok, pode até ser que as opções anteriores também sejam verdadeiras.

Mas desculpe, é com você SIM. E por mais estranho que possa parecer, não é ~literalmente~ pessoal. Claro que eu prefiro deixar o masoquismo para momentos mais excitantes e não fico me perguntando o ‘porquê’ exato de não ter rolado uma continuidade com determinado cara. Mas pode ter sido minha risada, meus palavrões, minha falta de risada, minha falta de palavrões, pode ser porque usei saia e não calça… Porque trepei ou não trepei, porque odiou meu perfume cítrico, e essas são as mais ~finas~ das hipóteses, minhámiga.

Eu já tomei PAVOR de determinados homens por coisas aparentemente pífias, que eram apenas uma maneira do meu inconsciente de me dizer “este não”. Exemplos: Achei a roupa feia, não curti o gosto dele (sim, desde o beijo até, errr…rs), fiquei irritada com algum tipo de intimidade que considerei precoce,… Teve um que  berrava MUITO quando gozava, um abriu a janela do meu BANHEIRO, pela área de serviço enquanto eu estava lá dentro PORQUE ESTAVA COM SAUDADES de cinco minutos antes, um tinha a voz fina demais e na terceira vez eu tentava mantê-lo de boca cheia (de alimentos, rs)  para não ouvir um pio… Má, eu?! Não, é instintivo e também reflete o seu momento de vida…

Todos temos fases: Muito comum logo após um namoro longo nos apegarmos ao primeiro que nos dá alguma atenção e/ou foda boa e acharmos que é AMOR, até a próxima semana, quando você já não acha o homem tão incrível nem tão interessante assim, quiçá o acha horroroso e clichê. rs Talvez em outro momento esse encantamento inicial permanecesse por mais tempo…

E não, não vim aqui apenas com teorias apocalípticas: O que for pra ser, vigora. Os dois vão querer, os joguinhos vão se tornar desnecessários, tudo vai rolar fácil, leve, tranquilo, embora às vezes mais urgente, às vezes mais curtido.

Deixemos esses amores dramáticos para os adolescentes. Não nos prendamos às opiniões de amigas nem de ninguém. Não se perde romance por se observar onde está pisando, tampouco sofrimento se for o caso.

O conselho final é: menos reclamação e pé ante pé, mas com um salto bonito.

Se é pra pisar em ovos, pisemos com classe. A vida é boa, boba. Para você e para mim.

Mas CALMA, precisamos de calma,

@pietraprincipe

está solteira, sem pressa e depois de bastante tempo, muito feliz. *-*