Sim Não

 

Triângulo amoroso mais que moderno

18.05 - 11:32hs

Esse triângulo amoroso não é a história de uma mulher que ama dois homens. Ou de um homem que ama duas mulheres. Ou de um cara que ama uma menina que ama outro cara que ama o primeiro cara. Ou de uma menina que ama… ah, entenderam, né? Esse triângulo amoroso é diferente. Moderno (demais até) para quem segue os manuais de boa conduta. Primeiramente: o triângulo amoroso é formado por três meninas. E não é por isso que é moderno demais para quem segue manuais de boa conduta. O amor homossexual é amor de verdade. A modernidade aí está no fato de Amanda ter conhecido Viviane há dois anos, terem se engraçado, ficado juntas, mas Viviane teve de ir morar fora do país. E o “namorico” ficou virtual. O tempo passou e Amanda, que adoooora uma festa, conheceu Carla. Na noite. Rindo, numa balada leve e feliz. Não deu outra: ficaram juntas. O tempo passou novamente e Amanda resolveu abrir o jogo. Contou pra Carla que existia Viviane. Carla se comportou da maneira mais inusitada possível: “tudo bem, a gente não namora mesmo… vamos ficando e vendo no que dá”. E Amanda ficou em choque. Como assim ela estava aceitando a condição? Aceitando, oras. Carla foi o beijo leve, na noite leve, e para completar tudo isso, era alguém com decisões leves. Até que Viviane resolveu passar férias no Brasil. E então Amanda contou para ela que existia uma Carla. E Viviane também chocou Amanda: “tudo bem, você ficou muito tempo sozinha, mas não há de ser nada”. Novo choque e mais um passo: contar para Carla que Viviane vinha para o Brasil e ia ficar exatamente na cidade delas. E… “tudo bem, enquanto ela estiver aí eu saio com as minhas amigas”. Chocada, mas feliz da vida, Amanda só conseguiu dizer para uma amiga, que nos contou essa história: “viu… tô de fazer inveja pra qq hetero por aí que busca a mulher ideal, fala sério!”.

Instinto

16.05 - 11:19hs

Ela olhou para o outro lado da pista de dança e lá estava ele. Moreno, alto, um sorriso de derrubar qualquer uma. E sorriu para ela. Os olhos não mentiam: ele estava a procura de alguém. Percorriam a balada e, de repente, estavam parados ali, nela outra vez. Ela desviava o olhar e quando se dava conta, tinha cruzado o olhar com o dele, mais uma vez. Foi assim durante 15 minutos. Até que ele se aproximou. Conversaram, se conheceram, foram dançar. Ele cheirava a sexo e ela, a medo. Não queria que ele pensasse que ela estava disponível assim, fácil, fácil. Mulher tem mania de achar que homem gosta é de quem é difícil. E por isso, desviava das tentativas dos beijos dele. Até que não aguentou. Se entregou. O moço tinha mesmo apetite. E pegada. Segurou na cintura dela com uma mão, a outra na nuca. Ela passou os braços por cima dos ombros dele e o beijo durou muito tempo. Não ficaram muito ali na pista. Foram para uma mesa e logo, embora. Ele queria aquela mulher como nunca quis outra. E ela estranhou aquela vontade de transar com um estranho, no primeiro encontro. Rendeu-se. Foi para o apartamento dele com um restinho de culpa dentro da bolsa. Deixou a bolsa no sofá. Sentiu o vestido escorregar até o chão, enquanto ele acompanhava o movimento sobre seu corpo, com as mãos firmes. Tremeu. De medo e prazer. Olhou para os olhos dele, os mesmos que a “fisgaram” na boate. Começou uma frase, baixinho: “Você não vai achar que eu sou…” Ele não deixou. Colocou mão sobre a boca da moça e completou: “… não vou achar nada. Vou achar que você está com a mesma vontade que eu. Que somos adultos e que fazemos o que queremos”. Resolveu contar pra vocês aqui no blog da Delicious, afinal, nada como transar com gente grande!

Currículo sexual

15.05 - 14:03hs

Tome cuidado com o que você fala na mesa de um bar, restaurante, café etc. O volume é algo a ser levado em consideração se você não quer que as outras pessoas saibam da sua vida — sobretudo a sexual. Outro dia um grupo de amigas sentou para fofocar num barzinho e como a espécie não nega, havia outro grupinho semelhante, sentado ao lado. Como as palavras “SEXO”, “TRANSAR”, “GOZAR” ecoavam pelas proximidades, um grupo parou, claro, para ouvir o que o outro dizia. O assunto era currículo sexual. Com quantas pessoas você já transou? Algum menino aqui pára para fazer esse tipo de conta? Que número dá, hein? Bom, os números são engraçados e, se fôssemos identificar as autoras dos feitos, impublicáveis talvez. Então vamos chamá-las por letras. Loira, olhos claros, bunda grande e peitos nem tanto, “A” transou com 15 garotos desde que perdeu a virgindade, com 18 anos. Não se sabe ao certo, mas ela aparentava ter lá seus 20 e poucos, o que daria uma média de ao menos uma transa diferente ao ano. “B” é morena, baixinha e mais “fortinha”, mas “pegou” (como usou o termo na mesa) 11, desde os 19 anos. A festa foi para “c”, dos cabelos castanhos e olhos verdes, tudo no lugar (talvez a cabeça nem tanto) que listou seus 32 troféus em nove anos de atividade sexual (não foi possível ouvir, segundo o grupo delator, a idade com que “C” perdeu a virgindade. O mais legal mesmo foi o grupo da mesa ao lado tentar disfarçar uma conversa e prestar mesmo atenção nas meninas ao lado. Outra coisa legal foi terem ouvido a palavra camisinha exatas 29 vezes (marcadas em quadradinhos em um guardanapo). E você? Já fez a conta?

Ele e elas

14.05 - 09:59hs

Papo entre amigos. Um grupo de oito pessoas, entre homens e mulheres. E drinks, vários. O suficiente para, uma hora, alguém começar a falar de sexo. A questão era: mulheres que têm curiosidade de transar com outras mulheres e homens que adoram ver o resultado disso. Um guri contou que começou a “cutucar” a namorada com quem estava tinha 5 meses pra ver qual era a dela. Até que a menina contou que tinha transado com uma amiga na faculdade, pra saber qual era. Ele ficou excitado. Os dois estavam na cama, e ele, carinhosamente, perguntou se ela ainda tinha vontade de transar com mulheres. Ela riu, com um jeitinho safado. Ele ficou com mais tesão. E perguntou se toparia qualquer dia encarar uma transa a três. Ela riu, eles se abraçaram, se beijaram, transaram (provavelmente pensando nisso). E de uns dois meses para cá têm saído nas baladinhas cheios de segundas intenções. Não programaram nada, mas vão a lugares alternativos, onde acabam — os dois — escolhendo possíveis candidatas. Ainda que não tenha rolado nada (por enquanto), o cara garante: na volta, o sexo é dos melhores.

Relato de uma ex-casada viva

13.05 - 17:40hs

Ela tem mais de 48 anos. Depois de 25 anos casada, resolveu se separar do marido. Ele havia mudado muito, se tornado um homem frio, muito diferente daquele cara divertido com quem escolheu passar o resto de seus dias. Foi difícil. A separação, na verdade, foi acontecendo aos poucos, ao longo dos anos. Ele deixou de ser parceiro, ela cobrava. Ela tentava apimentar o relacionamento e comprava uma lingerie diferente aqui, um acessório incomum ali… e ele respondia com a doçura de um cubo de gelo: “pra que comprar isso se a gente não vai usar?”, “pra que calcinha nova se vai tirar?”. Era um balde de água fria. Até que tomou a decisão. Saiu de casa. Deixou tudo para ele. Menos sua alma. Foi julgada pelos amigos, parentes, filhos. Outro dia, numa conversa com um amigo, flagrou-se falando em sexo novamente. Se culpou. “Não estou velha demais para essas coisas? Para começar tudo de novo?” Combinou um jantar, deu risada e acabou no motel. No começo, quase travou. Mas percebeu que dentro dela tinha a loba dos 40. Atrasada, mas estava ali, adormecida. Transou loucamente, como se estivesse na flor da idade, e voltou para casa feliz. Pronta para viver novamente.

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