Sim N鉶

 

Depois do luto

13.07 - 18:09hs

Ela entrou no carro. Achava que n茫o sabia mais paquerar. Ia para uma baladinha com uma amiga e dois amigos dessa guria depois de muito, muito tempo em casa, ap贸s ter terminado um casamento de quase oito anos.
- Voc锚 precisa conhecer gente nova.
- T谩 bom, eu vou. Mas n茫o vou ficar com ningu茅m.
Esse foi o fim da conversa de quase meia hora que teve com a amiga antes de sa铆rem do apartamento dela, pelo qual ainda vagava o “fantasma” do ex-marido, em alguns cantos, quando a noite era mais fria.
Estava totalmente sem gra莽a. Sem jeito. Era extrovertida e quando ficava assim, meio nervosa, falava mais do que o normal. Isso parecia simpatia, mas era como ela se defendia do novo.
Foram at茅 um barzinho e deram muita risada. Quando ela olhou do lado, a amiga estava beijando um dos “amigos”. Pensou: “Armou pra mim. 脡 barca… t么 fora”. O outro mo莽o, mais novo que ela, era s贸 galanteios. Foi se aproximando. E ela se esquivava de cada olhar mais profundo. Foi ao banheiro, lavou o rosto, respirou. A amiga veio atr谩s:
- Eu n茫o vou ficar com ningu茅m, lembra?
- Lembro, claro. Faz o que achar melhor, amiga, mas se tiver vontade, se permita um pouquinho de divers茫o.
Voltaram para a mesa. Papo vai, papo vem e o mocinho chegou novamente mais perto. Os olhares ficaram fixos. O nervoso falante deu lugar a um sil锚ncio que parecia sem fim. Um beijo. Daqueles. O inesperado foi que o beijo dele combinava certinho com o dela. E depois de tanto tempo, Ana sentiu frio na barriga outra vez. Foi s贸 o come莽o.

 Hist贸rico

julho 2009
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