Sim N?o

Conto: Meia arrastão

19 de março de 2011

   Sábado à noite, ele chegou com uma garrafa de saquê, eu abri a porta de meia arrastão, com o perdão do trocadilho infame, o arrastei para o quarto, onde a meia luz esperava, pronta pra me dar inteira.

     Sem trocar uma palavra, nem tirar os saltos,  ajoelhei, tirei sua bermuda e fiquei ali por um bom tempo, mas com certo cuidado de parar às vezes, pois não queria que aquele ‘momento’ acabasse tão cedo… Um gole na garrafa de saquê, um gole vocês sabem onde, e eu pedi, excitada, mas calma: Mete.

     Ele me deitou na cama, colocou a camisinha, empurrou minhas pernas pra cima, de modo que meus pés chegavam a encostar no meu rosto e me comeu devagar, mas muito intensamente. Eu conseguia senti-lo inteiro e tinha que me concentrar pra não gozar… Não ainda.

    A posição da trepada nos permitia uma proximidade ímpar de boca com boca e nos lambíamos, beijávamos e cuspíamos enquanto a respiração ia ficando mais ofegante e sôfrega, quase um torpor, quase uma embriaguez, e o saquê ainda estava quase todo na garrafa…

    Ele segurou forte nos meus quadris, enquanto falava meia dúzia de palavras sujas e certas, que não repetirei aqui e gozamos juntos. E assim começou o fim de semana. Eu me acabando. E adorando…

  Bom final de semana, não esqueçam a camisinha,

  @pietraprincipe

receba nossa newslleter