Design erótico
30.04 - 09:00hsNo Brasil, infelizmente, as mulheres sofrem preconceito até por carregar camisinhas na bolsa. No entanto, em relação aos vibradores, as mulheres têm uma grande vantagem sobre os homens. Nunca conheci nenhum homem que tivesse uma daquelas vaginas em lata, mas já conheci muitas mulheres com vibradores. Talvez seja pelo fato que pro homem é mais fácil se masturbar sozinho, sem a necessidade de nenhum objeto, mas uma mulher bem resolvida também consegue se satisfazer sem precisar de um pênis de borracha. Talvez os homens guardem esses objetos no fundo do armário com suas revistas pornôs de páginas grudadas, e nós mulheres já gostamos de fofocar com as amigas sobre os objetos eróticos. O fato é que se os homens tem vergonha do próprio pênis, quem dirá de uma vagina artificial. O machismo talvez faça com que condenem o rapaz, dizendo que se precisa disso é porque não come ninguém. Já as mulheres sabem que uma coisa não exclui a outra, e até se torna uma forma de conhecer melhor o próprio corpo e mandar bem quando for pra valer.
A aceitação dos vibradores, que antes eram apenas presentes de despedidas de solteira e fantasias das mais ousadas, está mudando. Grande parte dessa conquista feminina está na intervenção de designers na elaboração e desenvolvimento desses objetos eróticos. O design erótico torna o vibrador um “amigo†da mulher, assim como o videogame ou o controle remoto são “amigos†dos homens. A mulher não precisa mais comprar aqueles pintos enormes e feios de borracha, que não sabe nem aonde vai esconder em casa. Além de objeto de prazer, o vibrador se torna um acessório desejado não apenas pela funcionalidade, mas também por seu design diferenciado. E claro, mulheres adoram acessórios, brincos, pulseiras, relógios… e vibradores.
Pra começar a explorar esse mundo do design erótico, veja este vÃdeo da Late Chocolate.
A Late Chocolate foi desenvolvida por dois estudantes de design industrial da universidade de design de Barcelona. A pergunta era: Como seria o vibrador perfeito?
A resposta, fundamentada em pesquisa, dada por Eva Mazana e Gonzalo GarcÃa foi:
“Um objeto similar a uma escultura, sutil, com referências ao chocolate.â€
Outras inovações continuam surgindo no meio do Design erótico. O vibrador OhMibod vibra ao som do iPod.
A Philips inovou lançando brinquedos sexuais na maior feira de eletrônica para o lar do mundo, em Berlim.
Entre os brinquedos, se destacam o vibrador que se aquece ao toque da pele, e o par de vibradores que estimulam os órgãos sexuais da mulher e do homem ao mesmo tempo.
Desenvolver vibradores diferenciados se tornou um mercado tão em destaque que até mesmo o desenhista da banda Gorillaz (banda virtual na qual os integrantes são personagens) criou uma linha de vibradores personalizados, considerados verdadeiras peças de pop-art. Cada vibrador é numerado e faz parte de uma edição limitada de 1500 objetos.
No Brasil, a empresa européia Lelo chegou com tudo. Os designers defendem que o vibrador não precisa necessariamente lembrar um pênis, e convenhamos, podemos adorar, mas pênis não são bonitos.
Os vibradores da Lelo podem ser carregados via USB (MIA) e tem vários modos de vibração (LIV).
O massageador de clitóris NEA também inova no seu formato e acabamento em porcelana.
A liberdade da mulher vem em muitas formas, mas poucas vezes de uma maneira tão feminina. Ter um vibrador não é mais sinônimo de safadeza, mas sim de bom gosto e auto-conhecimento.
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