28.10 - 09:00hs
Não existe coisa pior do que trabalhar com o namorado. Ficar com colega de trabalho tem uma pegada diferente, que ás vezes é até bom, já que, como os dois vão querer manter a pose no ambiente de trabalho, você não vai ser obrigada a ficar falando sobre o que aconteceu. O ambiente de trabalho é bom para ficadas por causa disso, ele reduz seu compromisso.
Ter seu namorado ao seu lado o dia inteiro é bem diferente. Primeiro que, dependendo da relação que você tem, você vai ficar com a sensação que está sendo vigiada o tempo inteiro. Não vai poder conversar com um amigo sem despertar aquele olhar de ciúmes ou desconfiança. Também é complicado porque você não sabe direito como agir, se evitam os beijos, mesmo todo mundo sabendo que vocês namoram, se saem no mesmo horário, se ficam apenas conversando no MSN mesmo estando frente a frente….
Quando rola um trabalho direto de um com o outro então a coisa fica feia. Qualquer briga de trabalho vira uma guerra pessoal, e vice versa.
Pra este tipo de situação dar certo, você precisa de muito empenho dos dois, além de uma maturidade absurda, que, me desculpe, eu não quero ter.
E aÃ, peço demissão ou dou um pé na bunda?
26.10 - 09:00hs
Miojo com atum e queijo, este é o prato mais gostoso que um adolescente pode fazer, e olha que tem muitos homens que ficam por aà mesmo e viram especialistas no tal do miojo com atum e queijo. Certa vez namorei um cara que fazia o miojo, misturava aquele atum “pasta pronta†e, taà o segredo, na hora de coar o macarrão, colocava fatias de mussarela e jogava a água quente por cima. Meu Deus, que delÃcia.
Os pratos dos homens muitas vezes ficam nas misturebas, nas laricas em que pegam tudo que tem na geladeira (que geralmente não é muita coisa) e misturam em um prato maluco. Os meninos que cresceram em república são super ativos em fazer macarronadas com milho, ervilha, carne e o que tiver de sobra. O fato é que de verdade fica muito bom, e nós mulheres não podemos reprimir porque é a partir daà que surge o gosto do homem pela culinária. Certa vez chegamos de madrugada da balada e tinha apenas flan, daqueles comerciais, e pão de forma. Ele não teve dúvida e o prato da noite foi flan no pão. Na hora eu reprimi o garoto, mas tenho que confessar que estava “de comer de joelhos†como diria minha tia.
Os homens que hoje fazem camarões na moranga, polpetones e batatas com gorgonzola, com certeza já forma adeptos da gororoba.
Viva a gororoba, viva os homens cozinheiros, e viva as mulheres no sofá da sala esperando o prato sair.
22.10 - 09:00hs
Primeiro caso
Todo mundo (ou quase todos) tem facebook, Orkut ou alguma rede social. Muitas vezes além dos seus “real friendsâ€, você acaba fazendo amizade na internet com pessoas com as quais possui afinidades. Neste caso, M. e D. curtiram a mesma página do facebook e começaram a trocar mensagens sobre o assunto. Tava um tal de um escrever no mural do outro que até pareciam Ãntimos. Dali foram pro MSN, mas como os horários de trabalho e MSN não batiam, acabaram por trocar e-mails com conversas mais longas e detalhadas sobre suas vidas. Um virou confessionário do outro, falando de amores e desamores. Ousaram até trocar telefones e se ligaram uma ou duas vezes, mas preferiam as mensagens na solidão da madrugada. A intimidade foi chegando e a timidez sumindo pro detrás das telas, o que tornou a possibilidade de um encontro latente. Ali, pelo computador e pelo celular falavam um ao outro que imaginavam como seria este encontro, o corpo do outro pessoalmente, o cheiro, a vontade de abraçar e de fazer outras coisas. Era praticamente um amor platônico, mas correspondido pelos dois lado virtualmente. A imaginação ficou mais ousada e os e-mails começaram a ficar quente, depois tão sujos que eram enviados apenas de madrugada.
Num dia, em um acesso de tesão e bebedeira, M. ligou pra D. dizendo “Preciso de encontrarâ€, mas ao invés de aproveitarem o calor do momento e da noite de lua cheia, marcaram pro outro dia.
Um encontro tÃmido, casto, desconfortável. Silêncio na mesa do bar, apenas o barulhos dos copos e dos goles de cerveja.
Ficaram dias sem se falar, até que um alerta pisocu na tela de D., e ela deixou um “Feliz aniversário†no mural de M..
Segundo caso
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