Gororoba
26.10 - 09:00hsMiojo com atum e queijo, este é o prato mais gostoso que um adolescente pode fazer, e olha que tem muitos homens que ficam por aà mesmo e viram especialistas no tal do miojo com atum e queijo. Certa vez namorei um cara que fazia o miojo, misturava aquele atum “pasta pronta†e, taà o segredo, na hora de coar o macarrão, colocava fatias de mussarela e jogava a água quente por cima. Meu Deus, que delÃcia.
Os pratos dos homens muitas vezes ficam nas misturebas, nas laricas em que pegam tudo que tem na geladeira (que geralmente não é muita coisa) e misturam em um prato maluco. Os meninos que cresceram em república são super ativos em fazer macarronadas com milho, ervilha, carne e o que tiver de sobra. O fato é que de verdade fica muito bom, e nós mulheres não podemos reprimir porque é a partir daà que surge o gosto do homem pela culinária. Certa vez chegamos de madrugada da balada e tinha apenas flan, daqueles comerciais, e pão de forma. Ele não teve dúvida e o prato da noite foi flan no pão. Na hora eu reprimi o garoto, mas tenho que confessar que estava “de comer de joelhos†como diria minha tia.
Os homens que hoje fazem camarões na moranga, polpetones e batatas com gorgonzola, com certeza já forma adeptos da gororoba.
Viva a gororoba, viva os homens cozinheiros, e viva as mulheres no sofá da sala esperando o prato sair.
Dois casos
22.10 - 09:00hsPrimeiro caso
Todo mundo (ou quase todos) tem facebook, Orkut ou alguma rede social. Muitas vezes além dos seus “real friendsâ€, você acaba fazendo amizade na internet com pessoas com as quais possui afinidades. Neste caso, M. e D. curtiram a mesma página do facebook e começaram a trocar mensagens sobre o assunto. Tava um tal de um escrever no mural do outro que até pareciam Ãntimos. Dali foram pro MSN, mas como os horários de trabalho e MSN não batiam, acabaram por trocar e-mails com conversas mais longas e detalhadas sobre suas vidas. Um virou confessionário do outro, falando de amores e desamores. Ousaram até trocar telefones e se ligaram uma ou duas vezes, mas preferiam as mensagens na solidão da madrugada. A intimidade foi chegando e a timidez sumindo pro detrás das telas, o que tornou a possibilidade de um encontro latente. Ali, pelo computador e pelo celular falavam um ao outro que imaginavam como seria este encontro, o corpo do outro pessoalmente, o cheiro, a vontade de abraçar e de fazer outras coisas. Era praticamente um amor platônico, mas correspondido pelos dois lado virtualmente. A imaginação ficou mais ousada e os e-mails começaram a ficar quente, depois tão sujos que eram enviados apenas de madrugada.
Num dia, em um acesso de tesão e bebedeira, M. ligou pra D. dizendo “Preciso de encontrarâ€, mas ao invés de aproveitarem o calor do momento e da noite de lua cheia, marcaram pro outro dia.
Um encontro tÃmido, casto, desconfortável. Silêncio na mesa do bar, apenas o barulhos dos copos e dos goles de cerveja.
Ficaram dias sem se falar, até que um alerta pisocu na tela de D., e ela deixou um “Feliz aniversário†no mural de M..
Segundo caso
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Como as mulheres transam
21.10 - 09:27hsSou hetero, mas vou confessar que sempre tive uma curiosidadesinha pelo sexo com outra mulher. Não achava que experimentar arrancasse pedaço, mas nunca tinha surgido a oportunidade ideal para sanar essa dúvida maluca que ficava na minha cabeça. Já tinha provado uns beijos, entre amigas, mas não cogitava em hipótese alguma ir com uma amiga pra cama.
Naquela segunda-feira pré-feriado eu não imaginava que em uma única noite eu pudesse experimentar tanta coisa. Fui convidada pra ir a uma gambiarra, festa da galera de teatro que acontece sempre em São Paulo e no Rio de Janeiro. Já frequento a festa há algum tempo, e apesar dos diversos homossexuais eu sempre encontrava um HT, com pegada de homem, pra me entreter, porém, nesta semana foi diferente.
Logo que eu cheguei na pista meus olhos cruzaram com o de uma garota e eu me arrepiei toda. Não sei, nunca tinha sentido esse calafrio em um olhar, um tesão com uma espécie de medo que me atraiu naqueles olhos cor de mel que estavam bem abertos, me espiando como uma coruja. Acho que devo ter ficado uns 20 segundos olhando fixamente pra garota, e ela pra mim, porque quando me toquei fiquei tão sem graça que olhei pro lado rapidamente pra disfarçar. Acho que ela fez o mesmo, porque no mesmo momento que nossos olhos se perderam eu virei de costas e senti outras costas encostadas nas minhas.
Inclinei um pouco a cabeça pra trás e senti outra cabeça, e, embaladas no ritmo da música, as cabeças rodavam uma na outra enquanto as costas desciam e subiam, até o momento que um pulso se enlaçou no outro e a esfregação antes tÃmida ganhou liberdade e nos encaramos de frente, olho no olho, testa com testa. Mais 20 segundos de olhar antes do beijo alucinado.
Ficamos uns 10 minutos naquela pegação maluca e eu tomei coragem e disse “Vamos fazer isso direito. Vamos sair daqui.â€. SaÃmos e fomos pro motel.
A quÃmica foi absurda. Eu sempre fiquei imaginando o que uma mulher fazia com outra na cama, só que, depois que rasgamos as roupas uma da outra em uma fúria quase masculina, pareceu que tudo ia dar certo: os peitos encaixaram-se perfeitamente em um abraço quente e frio (coisa louca), os dedos que estavam acostumados a se tocar já sabiam o caminho, deslizando da púbis para os grandes lábios e penetrando superficialmente antes de subir novamente e focar em movimento circulares no clitóris. O oral, que eu imaginei que não saberia fazer em outra mulher, saiu perfeitamente. O gosto de uma mulher que eu pude sentir pela primeira vez era doce.
O melhor da noite foi quando nos encaixamos com as pernas abertas em forma de tesoura, se esfregando em movimentos de vai e vem como se estivesse mesmo com um homem, mas com o detalhe que a penetração não era necessária.
Gozamos, de uma maneira que eu não conseguiria descrever.
Continuo sendo hétero, enquanto ela não aparecer novamente na minha vida.
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