Sim Não

 

De jeito

04.06 - 23:40hs

Ele veio com tudo. Passou a mão por trás do pescoço da garota, enlaçou a nuca, os dedos entre os cabelos. Ela arrepiou. E não resistiu. Beijou o cara. Um beijo quase sem fim. Demorado, tanto quanto foi o tempo que demoraram até chegarem ali, entre uma paquera e outra, no trabalho. O beijo, aliás, rolou numa sala reservada a reuniões. Ela já estava lá, separando uns papéis, ele entrou. Silêncio. Os olhares se cruzaram e não restou nenhuma dúvida. Ele passou a mão na chave, depois de trancar a porta, colocou-a no bolso, e se aproximou. Ela deu um sorrisinho conivente. O que ele precisava para avançar um passo. Depois do beijo, o convite, de jeito:
- Você só pode sair daqui se for jantar comigo.
- Como eu não quero ser demitida por justa causa, tá feito. Que horas?
O resto da história vocês já podem até imaginar, né?

Instinto

16.05 - 11:19hs

Ela olhou para o outro lado da pista de dança e lá estava ele. Moreno, alto, um sorriso de derrubar qualquer uma. E sorriu para ela. Os olhos não mentiam: ele estava a procura de alguém. Percorriam a balada e, de repente, estavam parados ali, nela outra vez. Ela desviava o olhar e quando se dava conta, tinha cruzado o olhar com o dele, mais uma vez. Foi assim durante 15 minutos. Até que ele se aproximou. Conversaram, se conheceram, foram dançar. Ele cheirava a sexo e ela, a medo. Não queria que ele pensasse que ela estava disponível assim, fácil, fácil. Mulher tem mania de achar que homem gosta é de quem é difícil. E por isso, desviava das tentativas dos beijos dele. Até que não aguentou. Se entregou. O moço tinha mesmo apetite. E pegada. Segurou na cintura dela com uma mão, a outra na nuca. Ela passou os braços por cima dos ombros dele e o beijo durou muito tempo. Não ficaram muito ali na pista. Foram para uma mesa e logo, embora. Ele queria aquela mulher como nunca quis outra. E ela estranhou aquela vontade de transar com um estranho, no primeiro encontro. Rendeu-se. Foi para o apartamento dele com um restinho de culpa dentro da bolsa. Deixou a bolsa no sofá. Sentiu o vestido escorregar até o chão, enquanto ele acompanhava o movimento sobre seu corpo, com as mãos firmes. Tremeu. De medo e prazer. Olhou para os olhos dele, os mesmos que a “fisgaram” na boate. Começou uma frase, baixinho: “Você não vai achar que eu sou…” Ele não deixou. Colocou mão sobre a boca da moça e completou: “… não vou achar nada. Vou achar que você está com a mesma vontade que eu. Que somos adultos e que fazemos o que queremos”. Resolveu contar pra vocês aqui no blog da Delicious, afinal, nada como transar com gente grande!

Amigo do amigo do amigo…

05.04 - 15:19hs

Quer se meter em enrascada é ficar com irmã de amigo. O cidadão que contou essa história é mestre no assunto. O pior foi a última: saiu de baladinha com dois amigos e encontrou três meninas gatésimas na boate. Paquerou uma delas, mas deu azar. A guria tinha namorado. As outras duas, livres, se interessaram pelos amigos do cara e ele, que ia ficar chupando o dedo acabou de conversinha com a moça comprometida enquanto os meninos, em outro canto da balada, se arranjaram com as outras duas. E não é que a menina comprometida achou uma solução? “Tenho uma outra amiga que tá aqui mas foi dar uma volta. Linda… quem sabe vc não se dá bem com ela?” Quando a gata chegou ele nem titubeou. Lançou as iscas possíveis e fisgou o peixão. Quando foi levar a presa para os amigos conhecerem, a bomba. Um dos meninos puxou ele de lado e mandou: “Viu… vc curte mesmo irmã de amigo, né? Ela é irmã do Fulano (que tinha estudado com eles na faculdade)”. O guri gelou. Mas nem por isso desprendeu a mão entrelaçada da mão da moça. “É sina!”, resolveu sua consciência. “É sina!”

Eles se reconhecem

06.03 - 11:42hs

Outro dia a história parou a conversa do grupo de heterossexuais: homossexuais se reconhecem, sim. Quem contou foi um homossexual assumido e de bem com a vida que disse que já arrumou paqueras no ônibus, na volta do trabalho; no supermercado; no shopping; na conveniência do posto de gasolina, numa parada para um café na estrada. Segundo ele, é assim: um olhar marcante, um desvio de olhar, um olhar de esgueio para ver se a presa fisgou a isca e aí é só esperar. Claro, o homossexual em questão é de parar o trânsito. Lindão. Encanta meninas e meninos. Mas gosta do segundo grupo, assumidamente. E nessa onda de paquera que ele conquistou o último de seus namorados, com quem está há um ano e pouco. Olhou para o cara, num café, o cara retribuiu o olhar. Ele já adivinhou: esse gosta. Olhou de novo, desviou o olhar. Depois, de relance. E foi encontrado pelo guri porque tinha dado o cartão da empresa a uma funcionária do café, que pediu um contato pois queria entregar um currículo. Parece coisa de novela? Parece. Mas é a vida real, onde os semelhantes (que se atraem) se reconhecem e vão fundo na conquista. E você? Também reconhece seu par?

Gostosa e complicada

14.02 - 21:59hs

Reclamação de um amigo: “Caraca, acredita que a minha namorada outro dia ficou brava porque a gente estava em uma festa e um cara chegou do lado dela, sentou, perguntou o nome, e eu - que estava no bar - só voltei e me apresentei pro babaca?” Dá pra acreditar. “Claro que se ela estivesse comigo e alguém chegasse eu ia por pra correr, mas eu não tava perto, ela tava com um vestidinho delicioso, mostrando aquelas pernas monumentais e até eu que sou mais besta ia chegar pra ver qual era…” Pois é… mulher é mesmo um bicho estranho. Se o cara é ciumento, reclama que se sente presa, sufocada, que o namorado é louco, descompensado. Se o cara entende que a moça é bonita e chama atenção e que ninguém é obrigado a saber que ela namora se ele não tá por perto, a menina também reclama, porque a falta de ciúme parece uma espécie de desleixo, de “não gostar”. Então… o que fazer numa hora dessas?

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 Histórico

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