Sim Não

 

Atenção: mulheres trabalhando

01.07 - 09:09hs

Nunca vi escrito em uma placa “Atenção: mulheres trabalhando.â€. Claro, vamos concordar que essas placas geralmente estão em obras, que necessitam de trabalho pesado e genuinamente masculino, mas hoje existem muito mais profissões apenas para mulheres do que apenas para homens.

Eu nunca vi um homem que fosse manicure. Claro que eu prefiro que uma outra mulher pegue na minha mão, faça a minha unha e ainda converse comigo sobre “coisas de mulherâ€, como a novela ou a filha da vizinha que ficou grávida. Neste caso, dá até pra entender porque é uma profissão feminina, já que os homens não pintam a unha e teoricamente não teriam interesse sobre qual mistura de esmalte é mais agradável.

O problema é que eu também não conheço nenhum homem que seja “empregado domésticoâ€, e nesse caso, acredito que os homens também tenham interesse em uma casa limpinha e uma comida gostosa no prato.

O que acontece é que os homens só querem se igualar às mulheres quando a profissão tem algum status. Um exemplo clássico são os enfermeiros. Se você for em um hospital hoje, vai encontrar mais enfermeiros do que enfermeiras, coisa inimaginável alguns anos atrás. Chefes de cozinha homens também são reconhecidos no mundo todo, sendo que quem faz a comida em casa geralmente é a mulher. Até na dança do ventre apareceram alguns homens arriscando atrair alguns olhares na mídia.

Acho bacana essa mistura de homens e mulheres em todos os tipos de profissão, desde que não existam preconceitos como “Limpar casa é coisa de mulherâ€. Também não vamos ser hipócritas, eu vou preferir um homem pra arrumar meu carro e uma mulher pra fazer minha unha, mas nada impede que uma mulher seja uma ótima mecância e um homem um bom manicure.

Vídeo da semana - Homo Erectus

03.02 - 01:00hs

Porque as mulheres não fazem topless no Brasil?

21.01 - 01:00hs

O topless no Brasil já nasceu com medo. O primeiro topless que se tem registro no Brasil aconteceu em 1972, na praia de Ipanema. Naquela época, o movimento hippie, ainda forte no Brasil, contrastava com a ditadura de Médici. Foi só uma garota tirar a parte de cima do biquíni pra aglomerar multidão na praia, receber saraivadas de areia e sair estampada em capa de revista. Tudo bem, era outra época… mas desde 1960 as francesas já desfilavam com os peitos desnudos.

Passada ditadura, a repressão ainda continuou.

O objetivo do topless é que a mulher se bronzeie sem ficar com marquinhas de biquíni, até porque cada biquíni tem um formato diferente, e quando tomamos sol com biquínis diferentes fica ridículo.

É claro que tem muito homem que curte uma marquinha sensual, mas com certeza eles preferem uma mulher com peito suficiente pra ficar sem a parte de cima na praia.

Aí entra o debate, do que é costume e o que é falta de respeito ou atentado ao pudor. Convenhamos que um peito a mostra não ofende ninguém, é uma coisa natural. O grande problema é que as próprias mulheres brasileiras se sentem vulgares se expondo dessa maneira. Eu acredito ser mais vulgar sair vestida com uma saia muito curta que deixe parte da bunda a mostra, ou então com aquela calça que só não é mais justa que Deus.

A mulher se deixa levar pelo grupo. Amigas minhas quando questionadas sempre dizem que fariam topless, mas não no Brasil. Por quê? Porque não é o comum, e elas não querem ser diferentes, mas pertencer ao grupo…

A brasileira teme ser vista como uma mulata que desfila nua e rebola até o chão, uma mulher-fruta-funkeira.

Se de repente todas as amigas tirassem o biquíni na praia, elas tirariam também. Agora basta ser a primeira, quem se habilita?

Menage

04.12 - 01:00hs

Um episódio da terceira temporada do seriado “Gossip Girl” gerou um bafafá nos EUA. O seriado conta a vida de jovens de Manhatan que vivem no meio de fofocas e relacionamentos conturbados. Ao anunciar que o episódio teria uma cena de um “menage a trois”, a emissora recebeu protesto de puritanos e consequentemente uma mídia espontânea absurda foi gerada. Não se falava em outra coisa. Depois que foi ao ar, o episódio revelou-se apenas uma grande jogada de marketing, já que não apareceram cenas picantes, apenas um rapaz beijando duas garotas e depois acordando com elas no dia seguinte. O fato é que tiveram inúmeros protestos quando anunciaram uma cena de menage, mas como a quantidade de pimenta na cena foi menor do que a esperada, reclamaram da falta de tempero.

O mesmo podemos perceber com o seriado Aline, da rede Globo. Se falássemos pra uma pessoa de mais idade que seria lançado um seriado de uma garota que vive com dois caras, ela já acharia que seria algo como “Eu, Cristiane F., 13 anos, drogada e prostituída”. Porém, ao ver as cenas, já diz que é algo “bonitinho”, os rapazes são “bonzinhos” e a menina é apenas meio “avoada”.

Não vamos julgar o que é ético ou não, cada um faz o que a vontade mandar, mas podemos perceber que tudo depende de como for dito ou apresentado.

Pense nisso na hora de fazer uma proposta, indecente ou irrecusável, pra alguém.

Velhas virgens

18.08 - 16:05hs

Calma, apesar de ter algumas velhas virgens por aí, hoje o assunto é a banda “Velhas Virgensâ€. Pra quem não conhece, é uma banda de rock que faz 21 anos e está lançando seu documentário. O problema é que a banda sempre enfrentou muito preconceito devido a suas letras polêmicas. As letras das músicas tratam em sua maioria de mulheres e bebidas, porém são muitas vezes consideradas ofensivas e machistas. Um exemplo clássico e uma das mais famosas do grupo é a música título de cd “Abre essas pernasâ€, na qual o cantor Paulão diz que a garota em questão dá pra todo mundo, menos pra ele, mas que todo mundo tem um preço. Depois de um leilão, ela acaba cedendo pelo valor de mil reais. Minha gente, se essa música é ofensiva, o que dizer dos funks cariocas, onde muitas vezes as próprias mulheres que cantam falando sobre sexo e adultério? É tudo uma questão de bom humor. Em outra letra dos “Velhas Virgens†por exemplo eles dizem que “quem dá ajuda é pai, quem faz caridade é monge, não se meta a levá-la pra casa, toda puta mora longeâ€. Acho uma graça, diz aí quem nunca ficou com um gatinho ou uma gatinha na balada, ficou de dar carona e descobriu que a pessoa morava na pqp virando a esquerda, do outro lado da cidade? Ou quem nunca teve uma paixão que morasse longe… Também não falta romantismo : “Já dizia o Raul: vai e faz o que queres. Pra beber prefiro cerveja, mas pra comer eu prefiro as mulheres!… Encher a cara é sempre gostoso.Beba mas não fique perdido. Cante as meninas com algum romantismo, senão você não come ninguém.â€. Quem tem preconceitos com essas letras mais ousadas, na minha opinião, deveria repensar sobre o assunto, e quem não conhece a banda pode conferir alguns vídeos na internet ou assistir ao próprio documentário, que esperamos que entre logo em cartaz.

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