14.09 - 17:27hs
Calma, calma, é óbvio que eu não vou gastar o nosso tempo falando de buzinas, bancos de couro ou carros rosas à la Penélope Charmosa.
Passar boa parte do final de semana lavando e encerando o carro parece coisa de duas décadas atrás, mas, pasmem, é uma prática muito comum. Quando não é a “lavagem” do carro que atrai o rapaz, é aquele CD-player que ele junta uma grana pra comprar ou então um belo subwoofer (pra que serve isso mesmo?) no porta-malas.
Pra não generalizar, quando o cara não é muito ligado ao carro, acaba gastando seu precioso suor do trabalho com DVD’s, jogos de videogame, garrafas de bebidas, computadores, ou qualquer coisa que, pra nós, não tem o mínimo valor.
Muitos homens se perguntam quais são os “carros femininos”, aqueles objetos que estimamos tanto quanto um homem estima seu carro ou seu Playstation 3.
O único objeto de alto valor na estima de uma mulher é sua bolsa. Mexer na bolsa de uma mulher sem a devida permissão é a mesma coisa que alguém sair com o seu carro sem pedir emprestado. Assim como você fica preocupado de alguém mexer na altura do seu banco, mudar o ângulo do retrovisor ou invadir a intimidade do seu porta-luvas cheio de camisinhas, nós também odiamos que enxeridos fiquem fuçando em nossas bolsas. A bolsa faz parte da vida particular. Deixar uma bolsa aberta é a mesma coisa que cagar com a porta do banheiro escancarada.
As mulheres não são tão apegadas a coisas materiais, tirando sua bolsa, mas são extremamente ligadas ao seu corpo. Portanto, assuntos como a cor da unha ou do cabelo são tão sérios quanto as especificações de memória do laptop novo que você adquiriu recentemente. Se você não sabe o que é um cabelo acaju ou mel, e uma unha morena verão ou sereia, não tire sarro e nem se intrometa na conversa se não for chamado, assim como nós mantemos a discrição e não falamos que “call of duty” é coisa de criança ou que pouco importa se o seu computador tem tantos gigas a mais se você tiver um pênis micro.
12.01 - 09:00hs
Tem horas que a questão não é até aonde vai, mas até aonde foi o seu amor por alguém. Como se fosse uma droga, você fica insistindo que aquilo te faz bem, “achando que sofrer é amar demais”. E é claro que seus pais ou amigos não te entendem, porque nunca ninguém teve um sentimento igual ou sequer parecido com o seu.
Percebe o papo de drogado? Você fala mal porque nunca experimentou…
E você vai se afundando e se afundando, até chegar no fundo do poço do amor. E não adianta ninguém falar nada, só você pode querer sair dessa. E quando você cansa de bad trip, resolve se afastar da “droga” e fica sóbrio de amor.
Como todas as pessoas sóbrias, você se poda e endurece. O fato é que quanto mais casca você cria, mais seiva está correndo dentro de você, mais desejo contido e abstinência acumulados.
Cuidado, como qualquer droga, as recaídas costumam ser mais intensas.
24.08 - 11:19hs
Fazer sexo é bom, saudável, gostoso e tudo o mais que você possa imaginar, mas para algumas pessoas, pode se tornar uma doença. O vício em sexo vem não apenas da quantidade de sexo ou masturbação feita. Uma pessoa pode fazer sexo e/ou se masturbar todo dia e não ser um viciado em sexo. O que determina se a prática é saudável ou não são os pensamentos do sujeito. Algumas pessoas passam a ser compulsivas, a imaginar sexo em tudo que vêem e em todos assuntos que ouvem. Esta compulsão chega a atrapalhar a vida de muitos que acreditam ser uma coisa normal, um desejo mais aflorado ou uma fantasia, mas quando tudo vira sexo, algo está errado, a pessoa não se satisfaz facilmente e logo está pensando na próxima tentativa de suprir suas necessidades. Um caso típico foi o ator Michael Douglas, que chegou a se internar para tentar controlar a doença.
Mesmo depois de reconhecer que algo não está normal, os viciados em sexo não sabem exatamente como procurar ajuda ou o que fazer. O indicado é que se procure um psicólogo e se faça um tratamento terapêutico intensivo, para sair do lugar comum e não fazer o terapeuta apenas de ouvinte de histórias picantes, mas com que ele te ajude a chegar na raiz do problema.
Sexo é uma delícia, mas temos que, além dos cuidados físicos (usar camisinha, né?), tomar conta também do psicológico
03.12 - 12:01hs
Dia desses, passando pelo YouTube, eis que surge um vídeo pra láááá de curioso. “Vozes da Igreja”. Calma, não vamos discutir religião — cada um tem a sua, se tiver (e é livre até para não querer ter). Fato é que o vídeo mostra o que a cantora no programa da TV Aparecida chama de “axé católico”. “É o axé católico mexendo com você”, grita a morena. Bonita, vozeirão. E trata de um tema mais que na mídia: o uso de drogas. Os mais sérios que perdoem. Apesar da temática não ser nada leve, a cena chega a ser engraçada: “Pó pará com pó” é o título da música. A intenção de Jake, a cantora, foi das melhores. Mas quem é que vai esperar um programa católico com a mulherada de short dançando axé? Confira a letra (e o vídeo). E tira o pé do chão (rsrsrsrs).