Dicas de Etiqueta Sexual, Capítulo Primeiro

Na época de mamãe as moças ‘de família’ faziam um curso de etiqueta muito famoso no RJ que ensinava a usar os talheres direitinho e até a palitar os dentes no escuro.(!) Todas queriam um bom partido para casar-se e ser uma perfeita dona de casa, fosse lá o que isso significasse. Ela concluiu o tal curso, transou umas duas vezes com Al Paicino mesmo e 9 meses depois: eu fui o resultado. (OBRIGADA POR ME/TER!)

Nelson Rodrigues retratava em suas crônicas diárias muito discretamente, mas com destreza ímpar a relação sexual no sagrado matrimônio, onde determinados carinhos não eram permitidos, ou -BATATA!- a esposa não poderia ser considerada ~séria~. Já com as amantes fazia-se o diabo, o inominável.

Hoje, em nossa grande maioria emancipadas (as mulheres), com poder de escolha, virando a esquina do feminismo de scarpin ou rasteirinha, seguimos (quase sempre) o caminho que achamos melhor.

Mas muitas questões ainda permeiam nossos pensamentos cheios de repressão familiar-religiosa ou a nova obrigação do prazer sem limites onde algumas são capazes vez por outra de se forçarem àquilo que as amigas e/ou revistas femininas nos impõe, sem ter a menor vontade.
‘Tem que foder no primeiro encontro’ ‘Tem que se preservar até o terceiro’ … Pff!

A verdade, minha amiga, é que você não é obrigada a fazer porra nenhuma. Mas esqueceram de lhes contar essa parte.
O tempo é seu, o ritmo é seu, você trepa com quem quiser (digo, se o homem que você quer estiver a fim tb, afinal, ninguém é obrigado e não, não é gay porque não te quer…), mas a responsabilidade é sua também. Fifty/ Fifty.

Culpar os homens por não ter uma vida sexual satisfatória não vai te levar a lugar nenhum. Bem, talvez leve à solidão e um ranço de feminismo do tipo que não tem sentido: o amargo.

Juntando as dúvidas mais citadas por vocês via twitter resolvi escrever PEQUENAS DICAS, escritas em módulos, tal e qual um cursinho de etiqueta. Começando hoje com as questões mais simples/comuns. VEM COMIGO!

*Todo homem deve ter direito à sexo oral feito com esmero e VONTADE. No caso de equívoco da moça (Ela não é obrigada a adivinhar) a especificação detalhada, porém persuasiva das suas preferências: cabeça, saco, profundidade e ritmo, deve ser feita VISANDO UM BEM MAIOR.
*Toda mulher deve ter o mesmos direitos acima e que por Nossa Senhora dos Flamingos de Miami, os homens aceitem quando a moça pedir polidamente, é claro, para ir mais devagar ou vice-versa. Cada campainha, um toque, nobres Srs.

*Ainda na fase oral, caso a mulher deseje praticar, ou o ‘homi’ receber o ~beijo grego~ (língua no cu), ir testando com calma, ver como sua ‘dupla’ reage. DIZEM que é milagroso e que NON mexe com a masculinidade. *-* (amiga, aqui em uófi, começa pelo campinho/períneo que se ABRE todo um mundo novo para vocês.)

*Não se sentir ofendido se a mulher não tiver orgasmo: pressionada, a coitada não vai conseguir MESMO e ainda pode se sentir obrigada a mentir. NON QUEREMOS ISTO. Com calma ela chega lá.

Por enquanto é só, no próximo capítulo vamos avançar para o nível 2: (xuca/ enema rs), filme pornô, squirts, vibradores, strap on (vulgo cintaralho) e ménage.

Metendo aos pouquinhos, beijos de vanilla (por enquanto),

@pietraprincipe