Do Nada

Da urgência fremente em tê-lo, sobrou um ranço de constrangimento e cansaço. A mulher cansa: Do namorado, do cara que trepa sem compromisso, do homem que ama…Ivariavelmente as pessoas cansam. Por um dia, para sempre, mas sempre.
Bad trip pós coito, biscoito da sorte.
E por mais que se minta e sim, se mente
Lugar bom para esquecer é cama quente
Lá onde se chora o choro dos felizes, dos miseráveis
Pelo motivo A ou pelo motivo B
Eu mesma já chorei por todas as letras e pontos: G,H, inocência que não se perde, juvenil.
Fraturas expostas sofri
Tentaram me costurar, mas talvez eu não me emende
Sou fluida, teço planos de não ter planos,
Uso só os perigosos, os que vão dar errado ou errado
Me derramo quando me manipulam direito,
E por vezes mesmo, me entornam “água morro abaixo”
Já líquida, evaporo, sumo.
“Ei, do nada?”
Sobre a mulher, testemunho, boto fé e rubrico:
Com a mulher nunca é ‘do nada’
Da urgência fremente lá na frente, para um ‘estranhamento, um quase desejo de amnésia’…
A mulher não sublima, não supera.
A mulher cansa
Cansei.

@pietraprincipe