Minha Lolita: Conto erótico com Juliana Dacoregio

Quem escreve o post de hoje é uma louraça de 1,75, de Criciúma. Escritora, autora de Diários do Purgatório, Juliana Dacoregio vem dar o ar de sua graça e criatividade… Ou quem sabe, boa memória?! rs

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Não sei como começou meu contato com Camille. Só sei que seus textos fascinaram-me logo de início. Um jeito doce de colocar as palavras. Sem técnica, puro sentimento. Ainda com aquela rebeldiazinha adolescente, mas já uma curiosidade em conhecer o mundo e ter novas experiências. Eu percebia isso em cada conversa que tínhamos ainda pelos meios virtuais. Tudo ela perguntava. Veladamente, mas queria saber, queria entender, acreditava estar sendo ousada algumas vezes. Repetia incessantemente que queria sorver dos meus conhecimentos e tinha uma fascinação por Nabokov, mas desconfio que ela apenas tenha visto o filme Lolita. Sabia do meu gosto por garotas. Ela adorava-me como uma musa inatingível, colocou-me em um pedestal e de lá eu não descia. Tudo em mim era lindo, tudo que eu escrevia era brilhante, todo o conhecimento que eu lhe passava ela sorvia até à última gota.

Eu tinha – tenho – 10 anos a mais que ela. E toda aquela adoração alimentava minha vaidade não posso negar. Na época eu vivia a fase áurea de minha vida, cheia de amigos, uma cobertura, bajulada, a anfitriã das festas mais surreais da cidade.

Convidei-a para um dos muitos jantares em meu apartamento. Eram jantares descontraídos, mas sempre um tanto sofisticados – principalmente aos olhos de uma garotinha de 20 anos que só sabe ir a botecos e tomar cerveja com batata frita. Os amigos começavam numa alegria organizada e com o correr da noite e dos vinhos sempre acabavam numa orgia ou talvez num banho de piscina à luz das estrelas nas noites mais tranquilas. Enfim, quartos, sofás, espreguiçadeiras sempre eram muito bem utilizados.

Naquela noite a garotinha dos escritos docemente rebeldes olhou arregalada assim que uma conversa sobre Beleza Roubada se transformou numa brincadeira de lamber o vidro da mesa. Minhas duas melhores amigas, de longos cabelos castanhos, uma delas com a boca muito carnuda, afastaram a toalha de mesa, encheram a boca de água e, sentadas uma de frente para a outra, foram lambendo vagarosamente a mesa até tocarem suas línguas. Línguas bem projetadas para fora, lamberam-se, mas não se beijaram, apenas lamberam a língua uma da outra, deixando escorrer a água que ainda restava em suas bocas, passando as línguas pelas bochechas e logo depois nos olhando e começando a rir. A conversa continuou normalmente, com risadas e discussões sobre a atuação de Liv Tyler. Durante a “performance” de minhas amigas eu observava minha poetinha de internet e vi que ela olhava ofegante para a cena e corava quando olhava para mim. Seu rosto era um ponto de interrogação constante. Apenas perguntei se ela havia assistido o filme. Disse que não. Sua voz era suave e num tom sempre baixo. Nem vestígios da garota virtual que acreditava ser provocante.

Nesse ponto um dos gays teve a ideia genial de convidar todos pra tomar banho de piscina. Nus, é claro. Tiraram a roupa já na sala de jantar e foram. Minha amiga Nina, uma loira peituda, estava muito bêbada e resolveu tentar convencer Camille a ir com eles para a piscina. Camille continuava sentada na cadeira da sala de jantar. Nina abraçou-a por trás, encostando os peitos na sua nuca, os bicos rosados às vezes chegando bem próximos das bochechas de Camille. E Camille abrindo a boca, quase virando o rosto, o instinto querendo falar mais alto que a timidez. Os olhos revirando. E eu dando um meio sorriso, sabendo que Nina estava só brincando, tanto que logo começou a pular como criança, insistindo ainda mais para que minha ruivinha fosse para a piscina. Ela não foi claro. Estava petrifica de tesão e vergonha.

Quando todos saíram ela começou a falar sem parar. Querendo disfarçar o assombro estampado em seu rosto, novamente falando sobre como me admirava, como achava meu estilo de vida o máximo, que tudo que queria era uma vida assim, sem censuras, aberta. Eu deixei-a adorar-me à vontade. Esparramei-me no sofá, reclamei do calor, tirei a roupa, fiquei só de calcinha e sutiã de renda e fiquei instigando-a a falar mais e mais, sempre perguntando “como assim” e “por que?”. Pedi pra ela fazer coisas para mim. Pegar um vinho branco na geladeira, pegar uma escova de cabelos e escovar meus cabelos, passar gelo no meu pescoço… Até que falei ‘agora fica quietinha e senta aqui ó’ (apontando para o chão ao meu lado no sofá, bem na altura do meu quadril, já que eu estava deitada).

Olhei para ela como um mestre olha para o aluno e perguntei:

– Já tirou alguma calcinha além da sua?

Ela fez que não. Já com uma cara não tão envergonhada.

– Já encostou em algum peito que não fosse o seu?

– Ah, bem rapidinho, no de uma amiga.

Brinquei:

– Nossa, minha virgenzinha é experiente.

Então, ainda de calcinhas, projetei meu quadril pra frente e falei:

– Bota a mão!

Quê?

– Bota a mão!

COMO ASSIM, CAROL?

– NA MINHA BUCETA, HONEY, BO-TA-A-MÃO!

Ela colocou, de leve. Encostou. Peguei no queixinho proeminente dela com carinho e falei, ‘não, amor, assim ó’ e coloquei sua palma aberta inteirinha em cima da minha buceta, fazendo pressão na medida certa. Ela voltou a se melindrar.

– Ai, Carol, você sabe que nunca fiz essas coisas…

– Você não disse que queria aprender tudo comigo? Vem cá, vou te ensinar.

Mandei-a levantar. E fui tirando sua roupa, peça por peça, elogiando cada pedaço do seu corpo. A pele branquinha, os seios pequenos, as tatuagens, a cinturinha fina na barriga não malhada. Um tesão esculpido pela natureza. A calcinha era de algodão. Mordi sua coxa, o lado do quadril, beijei cada tattoo, levantei e mordi os ombros bem de leve, pus a mão por cima da calcinha e vi como estava encharcada. Nos beijamos. E foi o beijo mais molhado, puro, virginal – no início. Porque eu… Ah leonina não beija. Devora. E devorei cada pedaço da minha Lolita.

Mas eu não estava ali só para dar. Não era ela que queria “sorver dos meus conhecimentos”?

Puxei-a pra cima do sofá, deitei em cima dela e coloquei meu peito em sua boca. Encaixei-o direitinho ali naquela boquinha pintada de batom vermelho, já todo borrado, e ela chupou, chupou e chupou. Sempre sussurrando que nunca tinha feito isso antes, que queria que eu lhe ensinasse tudo, que era tudo tão novo pra ela, que nem acreditava que estava ali comigo.

Tirei sua calcinha e enfiei meu dedo. Fundo, olhando nos olhos dela, provocando, vendo aquele olhar se revirar de excitação pelo prazer e pela novidade. Depois disso me afastei e me deitei de novo. Ela me olhou em dúvida.

Não era ela que queria “sorver dos meus conhecimentos”? Derramei o vinho branco na minha bucetinha alva, toda depilada.

Ordenei:

– BEBE.

Abri as pernas.

Ah como ela bebeu. Parecia uma sedenta, esfomeada, faminta. Chupava, comia, mordia minha buceta, meu lábios, meu grelo, de um jeito encantadoramente atrapalhado e por isso mesmo gostoso demais. Ela chupava como escrevia. Pura emoção, nenhuma técnica. Tudo entrava no pacote: virilha, canto interno das coxas, monte de vênus, grandes e pequenos lábios, clitóris, parecia estar beijando uma boca, parecia uma pré-adolescente treinando beijos no joelho ou com o bichinho de pelúcia.

Só sei dizer que ela terminou bêbada e eu terminei como uma gata me espreguiçando satisfeita depois de ganhar todo cafuné e leite do mundo.

E depois de tudo chegou Nina, ainda molhada da piscina. Mas aí é outra história.   ____________________________________

Espero que tenham se divertido, e para quem quiser ‘ver as figuras’ e olhar quem é nossa convidada, o instagram dela é @judacoregio ! (ela desistiu do twitter, e eu não quero, nem poderia julgá-la. ha ha)

Beaj da mini loira,

@pietraprincipe