(Nem tão) De repente 30.

Segunda que vem eu faço TRINTA anos. E ao contrário da maioria que reclama que com essa idade gostaria de ter feito mais coisas ou se frustrou por não estar estabilizada(o), eu estou bem SATISFEITA.

Mas é claro que começam a pintar paranóias que o mundo nos impõe, principalmente à mulher: Com 30 já tinha que ter um plano e um ~noivo~ para casar, planejar filhos, mas não, eu não quero NADA DISSO. Não agora. Ao contrário de todos os namorados que tive nos últimos anos, vejam vocês. Essas regras estão COMPLETAMENTE DEFASADAS.

E tem o fator ~envelhecimento~ , meninas de 20 já te acham uma senhora e no máximo da talvez inocência ~elogiam~ com o “nossa, mas não parece!”  Realmente não acho que pareça, até porque hoje em dia usamos protetor solar e cremes no corpo, ou seja, não tem desculpa para parecer uma ‘velhinha’ com essa idade.

O lance é: Eu não quero passar por nada do que não sou. Eu quero VIVER, portanto, envelhecer está nos meus planos e é algo que fatidicamente acontece conosco todos os dias. A outra opção, que passe longe.

Sem falsa modéstia, me acho mais bonita agora do que com qualquer idade. E está longe de ser só ‘beleza’, aquela que não existe sem aspas. Tenho agora uma placidez (não flacidez, né, porra?! rs) e uma ‘cara de segredo’ que só a vivência e os redundantes ‘segredos’ são capazes de fazer.

Meu prazer sexual é infinito, sem pudores, amarras (não estou falando de bondage, mas poderia) e culpas. Sei o que faço, o que gosto, o que provavelmente ainda vou experimentar e sinto  que ainda vou me surpreender muito, AINDA BEM.

Já não tenho a ânsia de fazer sexo com o primeiro ‘interessante’ que aparecer, já não aceito  trepadinha rápida, displicente, o que não quer dizer que o cara tenha de estar comprometido comigo na vida. Tem de estar ‘focado’ comigo naquele momento, isso sim. Senão é disk taxi, um beijo delicado no rosto e NUNCA MAIS. Sem mágoas, mas não serve para mim nem como sexo casual. Respeito, por favor.

Claro que a pequena estabilidade financeira que adquiri com o trabalho, facilita no processo de ‘eu sou uma mulher independente e posso fazer o que quiser.’ O que às vezes pode ser mais um retrocesso afirmativo adolescente do que qualquer outra coisa, ímpeto de fazer algo extravagante, vamos dizer assim, ‘só porque pode.’ E não estou falando de comprar roupas no shopping. rs

A grande sacada é TENTAR e às vezes conseguir equilibrar o poder e os desejos. Tomar decisões que partem o coração hoje mas que te impedem de ser quebrar inteira mais à frente, saber o que já não quer mais, de jeito nenhum para si e estar apta a mudar de ideia logo ali, na esquina.

Segura, feliz na pele que habita, permitindo-se ser MUITO imperfeita, mas visando melhorias para ~melhor atender  a si própria~, e consequentemente, ao mundo.

Usando a experiência a meu favor, com a certeza de que aos 40 rirei muito dessa ‘mOlher’ aqui descrita e dando um conselho às novinhas: A brincadeira só melhora!

Rubricando e assinando:

@pietraprincipe

(Comprou um par de patins e tem usado Maria Chiquinha porque tinha que fazer isso antes dos 30! Tenho até segunda para aproveitar! a ha ha MENTIRA, VOU CONTINUAR, FODA-SE