Na semi penumbra do quarto a escassa luz brinca com a sombra

Nudez completa entremeada pelos nós de tensão, de marinheiro, de bondage, metafóricos.
Reais como a força com que me toma
O silêncio interrompido apenas por nossas respirações, entre o suspiro e a sofreguidão
não era dia de berros
com os olhos semi cerrados numa falsa súplica eu peço ‘calma!’
num tom de voz que nem a mim convence
mas que transforma toda culpa e neurose, própria de qualquer mulher
em licença lírica e perfeita
para extravasar desejos ditos sujos e controversos
exposta, estou exposta, docemente constrangida
presente mas aérea
e é bom voar assim
de sua boca uma gota escorre, fluida
certeira
ele, cruel e rude
me provoca a dor que precede orgasmo violento.
Adélia disse e agora sei:
“cu é lindo”
(E ”fazei o que puderdes com esta dádiva)

Agora e sempre, amém
@pietraprincipe