Carpe Diem
18.12 - 12:01hCarpe Diem, esse é o assunto dessa semana, o estilo de vida que todos deveriam seguir, e é sobre isso que falaremos hoje, e melhor ainda, falarei de um dia meu, um realmente CARPE DIEM sem medo algum.
Algum dia na sua vida você acordou e pensou: “Cansei dessa cidade, vou vazar”.
Foi exatamente isso que aconteceu comigo, e o pior, em pleno carnaval. Mas o que fazer então? Obviamente liguei para meu fiel escudeiro e perguntei:
- Cara, você ainda ta com aquele chevetão?
- Estou sim, por quê?
- Prepara as paradas, tâmo indo pra praia.
- Quê? Como assim? Que dia? Cê ta louco?
- Anda, larga de ser bichona que já estou chegando ai. Relaxa que amanhã a gente volta, dá tempo de aproveitar.
Montei minha mala, que contava com duas camisas, uma camiseta, uma calça jeans, 5 cuecas, 2 bermudas e fui para a casa do meu parceiro. Imagina a cena, praticamente filme americano, chegando lá ele estava vestido de havaiano, todo colorido, florado. Logo pensei: “Ah, dane-se, é carnaval mesmo”.
Partimos rumo à Piúma, cidade litorânea do Espírito Santo, já havia participado de um carnaval por lá, e que carnaval my God. Saímos daqui bem cedo, chegando lá por volta de 2h da tarde, hora perfeita para começar o dia.
Olha Piúma ai
Obviamente paramos no primeiro quiosque para carregar nossos estômagos com os mais variados tipos de cerveja existentes, e bebemos MUITO mesmo, como sempre.
Festa vai, festa vem, dançando na praia, nem lembro quem estava cantando, só sei que sabia todas as músicas, ou pelo menos o Billy achava que sabia.
Nota educacional: Quem é Billy? Sabe quando você bebe muito, e parece que você não é a mesma pessoa? Sim, e realmente não é a mesma pessoa, você acaba se transformando no Billy. É mais ou menos assim: “Eu bebo pouco, mas o pouco que bebo me transformo em outra pessoa, e essa pessoa sim, bebe para caramba”. Essa pessoa que bebe pra caramba é o famoso Billy, enfim, continuando…
Mulher naquele lugar não faltava, um carnaval onde todas as mulheres estão de biquíni é algo fantástico que todos deveriam ver, ou melhor, todos deveriam aproveitar. Em resumo da festa, até onde consigo me lembrar, eu e meu parceiro não beijamos menos que dez mulheres cada, no mais belo estilo de “Oi, tudo bom, é que não gosto de fazer as pessoas perderem tempo, vamos pular essa parte e beijar logo?”
Uma parte engraçada dessa história: havia uma mulher que estava nos encarando por muito tempo, era um modelo respeitável, peitão, bundão, pernão, tudo ão. E lá foi o meu fiel escudeiro marcar mais um ponto a favor dele. Eles começam a dançar juntos e eu só observando, logo pensei: “Já pegou”, saí fora e fui curtir minha festa.
Estava parado no local onde sempre comprávamos cerveja (estava mais barato lá), e ele chega bufando desesperado, incrível como ele sabia onde me encontrar no meio de tanta gente. Ele foi logo contando:
- Mano, estava eu lá com a mulher, dançando, começamos a nos pegar, numa lavação de mão incrível, resolvi passar a mão dela, e comecei a colocar a mão dentro da calça dela….véi….. véééééii….. Na hora eu pensei assim, tem uma parada estranha aqui, coloquei a mão um pouco mais pra baixo, e sabe quando você coloca a mão em uma agulha, ou algo pontudo, ou até mesmo queima a mão e tira ela imediatamente, véi, você não vai acreditar véi. a mina tinha uma piiiiiiicaaaa VÉÉÉÉÍO, aquilo era um travestiii.
Obviamente como um amigo solidário que sou zoei ele até não agüentar mais. Mas, claro, depois de rir por mais ou menos 45min estava tudo bem, afinal de contas, era carnaval, tinha muita bebida e muita mulher ainda. Continuamos bebendo e aproveitando a festa.
A partir daí não me lembro de mais nada (será por quê?), o que sei é que estava acordando, em uma cama, estava coberto com edredom em um quarto que nem fazia idéia de onde era. Virei para o outro lado da cama, com medo de ver o que estaria ali.
E de costas, cabelo curto, sem brinco, sem nada, logo pensei: “Pronto, fudeu!”, comecei a ir com a mão bem devagar por cima e torcendo: Por favor, tenha peito, tenha peito, tenha peito… E ufa, tem peito. E agora é a parte pior, comecei a ir com a mão pra baixo, para verificar se realmente não tinha torneira nenhuma. Indo bem devagar, quase chegando, e AAHHH. Ela pega na minha mão, e que puta susto cara, mas pelo menos ali não tem torneira nenhuma, respirei mais aliviado do que nunca. Só me restava saber, eu usei realmente camisinha? E dá-lhe batidas fortes no coração, quando olhei para o criado mudo ao lado da cama, lá estavam as camisinhas, cheias e com um nó, como sempre faço com todas as elas, afinal de contas, se o espermatozóide sair dali mesmo com o nó, tenho certeza que vai nascer um Chuck Norris da vida.
Vesti minhas roupas, descobri o nome da mulher que estava comigo (acreditem, foi difícil sem perguntar diretamente) saí do quarto, e lá estava meu camarada babando no sofá da sala junto com uma mulherzinha (engraçado é que a casa tinha outros quartos).
Tomamos um café normalmente, rimos pra caramba com as meninas, inclusive, mantenho contato com elas até hoje. Despedimos-nos, era domingo e tínhamos que trabalhar na segunda, detalhe que já era 1h da tarde (sim, 13h tomando café). Saímos da casa das meninas, olhamos um pra cara do outro e ele falou: “Cara, cadê meu carro?” e eu respondi “Cara, cadê seu carro?”, rimos por 5 minutos e falei “Eu já vi esse filme”.
Ainda bem que Piúma é uma cidade pequena, só demoramos 1 hora e meia para achar o carro.
E você testadores? Têm alguma história que vocês vivem o máximo do Carpe Diem Lifestyle? Faça a gente saber, deixe a sua história nos comentários.
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