A magia sumiu
09.03 - 09:13hAndo preocupado com essa geração que está começando a vida sexual. Vejo que anda acontecendo uma banalização do sexo.
Não, não me chamem de careta. Não vou começar com aquele papinho de que mulher não deve fazer sexo no primeiro encontro.
Nada a ver. Pelo contrário, sou a favor de fazer sexo sempre que estiver com vontade . E isso não desvaloriza a gata que o fez.
Minha preocupação é em relação à falta de respeito entre as pessoas que estão fazendo. Os parceiros (as) estão cada vez mais sendo tratados como objetos sexuais. E isso é muito perigoso.
Cadê o amor? E quando digo amor, falo sobre aquela explosão de sentimentos que existe toda vez que o corpo de um homem toca o corpo de uma mulher. Aquela sensação mágica que faz com que o sexo seja realmente muito gostoso. Aquela sensação que nos difere de animais selvagens.
Hoje os adolescentes vão lá, “metem em 15 minutos” e cada uma para o seu lado, como se nada tivesse acontecido, sem realmente curtir aquele momento, mesmo que tenha sido a primeira e última vez com aquele parceiro (a).
O motivo: a exposição de crianças e adolescentes a conteúdo sexual na mídia vem reforçando a ideia da mulher como objeto de desejo e alvo de violência doméstica.
Ou seja, as mulheres são tratadas como objetos para a satisfação pessoal.
Um outro dado me deixou mais apavorado ainda: “A análise revelou que 36% dos britânicos acreditam que, em caso de estupro, a mulher deve ser parcialmente responsabilizada se estiver bêbada, e 26% pensam assim no caso de a vítima estar usando roupas sensuais.”
Como assim? A situação está um pouco distorcida.
Mulher não é um objeto. Mulher é um algo tão especial que só quando o homem sente o contato da sua pele, é que ele se sente na plenitude.
Só concluindo, este post não é contra sexo. Não sou infame a esse ponto.
Sexo é o que eu mais gosto na vida. Sendo com a amada ou mesmo com alguém que você acabou de conhecer e que provavelmente nunca mais irá ver. Sexo é a melhor coisa da minha vida.
Quero é abrir os olhos das pessoas que me leem sobre a importância de voltar a encarar o ato sexual como mágica, não como mecânica.
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