
Eu vivo falando de sex shops e brinquedos eróticos por aqui. Mas eu nunca tinha tido a ideia de procurar a origem deles.
Um tempinho atrás, me deparei com a história do vibrador em um belo post do blog O Caqui
E o pior é que a história não tem nada de pornográfica inicialmente.
Se bobear, a bisavó ou tataravó de muita gente pode ter usado um vibrador.
O motivo: histeria.
Durante o século 19, a massagem clitoriana era um tratamento contra a histeria. Várias mulheres iam ao médico para que tivessem a zona massageada e induzidas a um “paroxismo histérico” (orgasmo).
Comportamentos como ansiedade, irritabilidade e fantasias sexuais eram considerados sintomas de histeria e a mulher era enviada para uma massagem relaxante.
O problema é que os médicos estavam tendo problemas de LER (Lesões por Esforço Repetitivo) nas mãos e pulsos devido a quantidade de massagens que tinham que fazer.
(Hum, safadinhas)
Até que um engenhoso médico, Joseph Mortimer Granville, inventou e patenteou o primeiro vibrador eletromecânico em 1880.
O objeto virou item médico obrigatório nos consultórios. Só que os mecanismos iniciais eram muito grandes e caros, o que não permitia que alguém tivesse em casa.

Logo, versões menores e mais baratas foram criadas e permitiram as pobrezinhas histéricas terem um vibrador em casa.
O problema é que, no começo do século 20, os vibradores começaram a aparecer em filminhos de sacanagem. Logo os médicos abandonaram a engenhoca, o que transformou o objeto em um tabu que só foi ficando menos “sujo” na década de 60, com o movimento feminista.
Legal, né!?
Vai lá no blog O Caqui e veja a história completa, com mais detalhes e várias fotos.